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maio 02 2013

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CNV realiza audiência pública com militares

Brigadeiro Rui Moreira Lima durante depoimento prestado à CNV em outubro de 2012. Foto: Marcelo Oliveira - ASCOM / CNV

Brigadeiro Rui Moreira Lima durante depoimento prestado à CNV em outubro de 2012. Foto: Marcelo Oliveira – ASCOM / CNV

A Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro realizam no próximo dia 04, sábado, audiência pública para ouvir militares que foram perseguidos pela ditadura civil-militar brasileira. O evento acontece no Rio de Janeiro, de 10h às 17h30, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa.

A comissionada Rosa Cardoso representará a CNV na mesa de abertura, onde também estarão o presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, e o presidente do Instituto João Goulart, João Vicente Goulart.

Militares vítimas da repressão que se seguiu ao Golpe de 1964 relatarão as perseguições que sofreram por atuarem na resistência ao regime ou em movimentos em defesa da legalidade quando da crise gerada pela renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961 (os militares legalistas defenderam a posse de João Goulart, uma vez que ele era o vice-presidente democraticamente eleito e, portanto, o substituto do titular; posteriormente, esses mesmos militares resistiram ao golpe militar e foram duramente perseguidos).

Eduardo Chuay, capitão do exército reformado, foi preso, cassado e torturado em 64 porque defendia a legalidade democrática. Fernando de Santa Rosa, capitão de mar e guerra reformado, também foi preso e cassado por se alinhar à corrente legalista. Luiz Carlos De Souza Moreira, igualmente cassado, foi perseguido e até hoje se posiciona contra os setores mais conservadores dos grupos militares que defendem o regime ditatorial instaurado em 64.

Daltro Jacques D’Ornelas, sargento cassado do Exército, e Paulo Novais Coutinho, ex-sub-oficial fuzileiro, se uniram a grupos de resistência armada após terem perdido os cargos no Exército e na Marinha, respectivamente. D´Ornelas integrou a guerrilha de Caparaó, um dos primeiros movimentos armados de resistência do país. Os cinco estarão entre os depoentes da audiência.

Na parte da tarde, familiares de perseguidos pela repressão também darão relatos sobre o que testemunharam. Uma delas será Iracema Teixeira, líder do Movimento Feminino pela Anistia e esposa do Brigadeiro Teixeira. O público presente também poderá participar fazendo intervenções. A ouvidoria e assessores da CNV estarão presentes para colher documentos ou agendar e receber depoimentos de militares vítimas da repressão.

Durante a audiência, será exibido um vídeo sobre o Brigadeiro Rui Moreira Lima. Ele prestou depoimento à CNV em outubro de 2012 (saiba mais aqui). Moreira Lima foi um ator importante na resistência ao regime e na luta pela anistia dos militares cassados e perseguidos. Ele não poderá comparecer ao evento por motivos de saúde.

A nova audiência pública da Comissão da Verdade no Rio de Janeiro é organizada pelo Grupo de Trabalho sobre Perseguição aos Militares, da CNV, que pesquisa a perseguição política e ideológica aos militares ocorridas entre 64 e 88 e também nos anos que precederam o golpe. Conheça mais sobre o trabalho do GT aqui.
SERVIÇO:
O quê: Audiência Pública – Militares perseguidos pela ditadura
Quando: 04/05/2013
Horário: 10h às 17h30
Onde: Auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Endereço: Rua Araújo Porto Alegre, número 71, 9º andar. Centro. Rio de Janeiro. Metrô: Cinelândia.

 

Fonte:

Comissão Nacional da Verdade
Assessoria de Comunicação

Mais informações à imprensa: Lívia Mota e Marcelo Oliveira
(61) 3313-7324 | comunicacao@cnv.presidencia.gov.br


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