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União Paranaense de Estudantes – UPE

 

Palácio dos Estudantes , prédio histórico da UPE Foto: Rodrigo Juste Duarte

Palácio dos Estudantes , prédio histórico da UPE
Foto: Rodrigo Juste Duarte

Localização: Rua Carlos Cavalcanti, 1157- Centro


A UPE – União Paranaense de Estudantes foi fundada em 1938 e tem em seu histórico lutas grandiosas,como a campanha “O petróleo é nosso”, na década de 50. Com o golpe militar de 1964 e principalmente após 1966, quando passa a ser dirigida por correntes de esquerda, a UPE organiza os estudantes na luta pela educação pública e pela democracia. Com o Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, a entidade é fechada. Volta, porém, com toda a força no processo de redemocratização, tendo tido papel muito importante na campanha das Diretas-já. Na legalidade, a UPE reconquista sua sede histórica, o Palácio dos Estudantes.

Estudantes liderados pela UPE, em manifestação em frente à Biblioteca Pública do Paraná. Foto: Arquivo Público do Paraná.

Estudantes liderados pela UPE, em manifestação em frente à Biblioteca Pública do Paraná.
Foto: Arquivo Público do Paraná.


Polícia reprime estudantes no centro de Curitiba. Foto: Arquivo Público do Paraná.

Polícia reprime estudantes no centro de Curitiba.
Foto: Arquivo Público do Paraná.

 


 

 

 

 

Histórico:
No dia 16 de setembro de 1939 é fundada a U.E.E. (União Estadual dos Estudantes) do Paraná. A primeira diretoria foi composta por: Presidente: Raúl Bruel; Vice: Reinaldo Maciel; Secretários: Alcir Nacife, Lício Veloso, Enéas M. Queiroz; Tesoureiros: Alceu Grisólia, João S. da Rosa; Oradores: Pery Barreto e Dilermando, Bibliotecário: Carlos Osternack.
A UEE surgiu, com o compromisso de canalizar o debate sobre as questões da educação, servir de pólo aglutinador das lutas estudantis, e com a incumbência de fortalecer e ampliar a rede do movimento. Como faz até os dias de hoje.
Desde a sua fundação até a gestão de 1942-43, as diretorias foram eleitas na realização de reunião. Em 1943 aconteceu o I Congresso, com o objetivo de discutir e deliberar sobre assuntos de interesse da UEE e também de eleger a nova diretoria. Esse mecanismo de eleição manteve-se até a extinção da entidade na época da ditadura.
 
O Petróleo é nosso!
Já como UPE (União Paranaense dos Estudantes), sem sombra de dúvida um dos momentos mais importantes desses setenta anos, ocorreu no final da década 40 e início dos anos 50. Em 1947, aconteceram os primeiros passos, os primeiros momentos da campanha O PETRÓLEO É NOSSO, no Paraná.
Houve vários debates, palestras e publicações sobre o tema. Na revista Paraná Universitário e no jornal Flâmula, publicações da UPE, era possível acompanhar em todas as edições que circularam os artigos e o envolvimento da entidade na defesa da campanha.
 
Extinção da UPE
No ano de 64 ocorreu o Ato Institucional nº 1. A partir desse fato, iniciou-se por parte dos movimentos sociais (em especial do movimento estudantil), todo um processo de critica, em relação às restrições que estavam ocorrendo.
Com o passar do tempo, a ditadura militar foi cada vez mais restringindo os direitos individuais e coletivos dos brasileiros. Conseqüentemente, as críticas e a resistência também foram aumentando. Materiais apócrifos ou não, manifestações e passeatas, já faziam parte da rotina dos estudantes.
No dia primeiro de abril de 1968, era lançado o Ato Institucional nº 4, que dentre outras medidas arbitrarias decretava a extinção da UNE e das demais entidades estaduais de estudantes.
Com isso, no dia 14 de junho de 1968 o Ministério Público Federal, moveu uma ação de dissolução e liquidação de sociedade da UPE, com a justificativa (além do decreto presidencial), de que a entidade havia contraído dívidas, com fornecedores e ex-funcionários.
No processo de dissolução de mais 600 páginas, ficou determinado que todo o seu patrimônio, após liquidar as pendências, seria repassado a UFPR.
 
Reconstrução nos anos 80
Com a reorganização da UNE, desencadeou o processo de reestruturação de várias entidades pelo país afora, com a UPE não foi diferente. O congresso elegeu como o primeiro Presidente após ditadura, o acadêmico Vicente Palhares ligado ao grupo Viração.
 
Palácio dos Estudantes
No começo, a sede da entidade funcionava como local para a diretoria se reunir e deliberar sobre as questões da gestão. Com o passar do tempo, as diretorias perceberam que poderiam oferecer benefícios para os acadêmicos. Adotaram ainda na década de 40, a lógica de sede para prestação de serviços. Para isso, era preciso parceiros e necessitava de um espaço físico.
 Viabilizaram uma sede com espaço adequado, programaram atendimento dentário, surgiu nesse período o R.U. – Restaurante Universitário da UPE, além outros serviços. Claramente nessa fase, o centro de ação da entidade era assistencial.
Em 1958, o ex-casarão do senhor Benjamin Lins de Albuquerque, torna-se sede própria da UPE. Além do Restaurante a sede transformou-se em palco para manifestações artísticas e culturais do movimento. Com a ditadura, a sede foi tomada pelo governo, e só recuperada em 1983, no então governo José Richa, mas em forma de comodato, que perdura até os dias de hoje.
Com o passar do tempo o prédio foi se deteriorando, precisando urgentemente de uma ampla reforma. Na gestão do Joel Benin 1997-99, foi possível viabilizar através de parcerias, o restauro e toda a reforma do Casarão. Parecia que o mais difícil havia acontecido, quando no término da reforma, houve um racha na UPE, e logo depois aconteceu um congresso golpista no início de 2001, que impossibilitou temporariamente a reutilização da sede.
Ainda assim, com todas essas dificuldades, mais uma vez a União Paranaense dos Estudantes, teve força e determinação diante da adversidade. Reunificou a entidade e retomou o Casarão dos estudantes.
 

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