Projeto Portal de matérias Memória Clandestina: A ditadura revelada e a herança autoritária que ainda inquieta o Brasil

Memoria Clandestina

O projeto

Portal de matérias Memória Clandestina: A ditadura revelada e a herança autoritária que ainda inquieta o Brasil

Objetivo do financiamento

Criação de um portal de dossiês e reportagens inéditas sobre o período da ditadura militar e suas implicações na história, na atualidade e nos direitos humanos até os dias de hoje.

 

Detalhamento

Nestes tempos em que pessoas pedem a volta dos militares, uma equipe de jornalistas e pesquisadores, reunidos em torno de um novo portal, o Memória Clandestina, vai dedicar seu trabalho à tarefa de revelar os segredos ainda ocultos da ditadura. A equipe vai desvendar a herança maldita do período para mostrar como os atos de um regime autoritário ainda refletem na sociedade, seja no baixo grau de politização, na criminalização de movimentos sociais, em ataques a um suposto inimigo interno, na repressão às manifestações populares com a mesma fúria dos tempos tenebrosos da ditadura militar ou ainda no aumento do autoritarismo em nossa sociedade.

Uma parte do trabalho será a amarração de documentos inéditos aos episódios descobertos em arquivos públicos ou levantados pela Comissão Nacional da Verdade e pela extensa rede de Comissões da Verdade espalhada pelo Brasil, que deixaram um legado precioso e ainda inexplorado de fatos que explicam o passado e jogam luzes sobre o presente. A outra parte, também baseada em documentos, entrevistas, reportagens e análises, buscará mostrar a repercussão desses fatos e a influência de seus protagonistas no complexo e incerto cenário atual.

 

Memória Clandestina vai, através de investigação jornalística comprometida com a verdade, revelar, interpretar e oferecer à sociedade informações que contribuam para o esclarecimento político e à defesa da democracia e dos direitos humanos.

Periodicamente serão publicadas reportagens amparadas em documentos de arquivos com revelações dos crimes cometidos pelos agentes da ditadura, da estrutura de terrorismo de Estado, do entulho autoritário que impacta no cotidiano, e do destino de militantes políticos desaparecidos que resistiram ao arbítrio.

Terão espaço no portal movimentos de defesa da memória, verdade e justiça; os vários segmentos sem voz na sociedade; artigos de opinião e ensaios produzidos na academia e compromissados com o aprofundamento da democracia.

Serão produzidos dossiês temáticos e perfis que revelem a história do período autoritário e mostrem ligações com a atualidade.

 

O conteúdo periódico

A produção da equipe será periódica com a seguinte composição:

– O carro-chefe do portal serão reportagens de fôlego baseadas em documentos que revelem novos episódios de relevância histórica, preencham lacunas, corrijam versões distorcidas, desmistifiquem fatos ou desmitifiquem personagens e joguem luzes à atualidade;

– Matéria com fotografia, depoimentos gravados em áudio/vídeo e texto explicando episódios e seus personagens;

– Entrevista com personagens históricos para se conhecer nosso passado e para dar voz a quem tem o que dizer, mas que nunca teve espaço para contar;

– Perfil de personagens históricos que ilustrem nosso passado e contribuam para a compreensão do presente;

– Artigo de opinião de personalidades atuais compromissadas com a verdade, com a cidadania e com os direitos humanos;

– Matérias sobre fatos atuais que guardem relação com o foco do portal.

– Fatos curiosos ou pitorescos que tenham relação com a história.

 

A equipe

Os jornalistas que integrarão a equipe são profissionais reconhecidos pela dedicação e envolvimento com a produção de reportagens relacionadas a episódios envolvendo política, direitos humanos, história e memória.

 

Os responsáveis pela equipe serão:

Editor de conteúdo – Ivan Seixas (jornalista, ex-preso político, ex-coordenador da Comissão Estadual da Verdade de São Paulo Rubens Paiva e assessor da Comissão Nacional da Verdade)

Editor jornalístico – Vasconcelo Quadros (repórter e editor, com passagem por vários veículos de imprensa e de internet, com larga produção de matérias sobre esse período)

Ambos coordenarão uma rede de jornalistas colaboradores.

 

O orçamento

Um projeto dessa natureza não pode ser financiado e mantido pro recursos de governos ou empresas. É preciso independência para mostrar a verdade. Por esse motivo a opção foi a colaboração militante das pessoas interessadas e comprometidas com a causa dos Direitos Humanos e da Memória e Verdade.

A contribuição dos voluntários servirá para manter a equipe trabalhando, pagamento de passagens, diárias e a compra de material de uso diário até sua implantação completa.

Orçamento

Montagem de equipe, arte e planejamento gráfico editorial = R$ 10.000,00

Produção das primeiras edições do portal, incluindo lançamento = R$ 10.000,00

Trabalho da equipe de pesquisa e redação (durante 60 dias) = R$ 41.000,00

Administração = R$ 8.000,00

Administração da arrecadação (Catarse) = R$ 11.000,00

 

Fonte: Memória Clandestina

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